Por despacho do Secretário de Estado do Mar, publicado no Diário da República de 22 de Novembro, foi feita a “reclassificação” de todas as zonas bivalves do País. Esta reclassificação teve por base a detecção de coliformes fecais nos bivalves, segundo análises do IPMA. Importa saber como, quando e de que forma foram feitas estas análises e se estamos na presença de dados fidedignos. Importa relacionar a presença de coliformes fecais na ria com o mau funcionamento das ETAR's e com a persistência de esgotos livres urbanos, tendo consciência que a resolução do problema passa por intervir nestas dimensões e que não é suficiente optar pelas dragagens. Importa relacionar a qualidade das águas com a taxação de recursos hídricos que impendem sobre os viveiros.
Em suma, o despacho do Secretário de Estado deve ser anulado e deve haver um compromisso sério por parte de todas as entidades envolvidas na resolução de um problema que afecta económica e socialmente milhares de pessoas. Não é com medidas de recurso que se resolve o problema. Salvar a zona “C” pode ser urgente mas é apenas permitir a continuação do problema. HÁ, SIM, QUE SALVAR TODA RIA.