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À CONVERSA COM ROBERTO SILVA, candidato do Bloco à CM Olhão

À CONVERSA COM ROBERTO SILVA, candidato BE à CM Olhão

Roberto Silva, 40 anos, licenciado em línguas e comunicação pela Universidade do Algarve e empresário na área da informática é o candidato independente pelo BE à CMO.

 

Quais as razões que te levaram a aceitar a liderança da lista do BE à Câmara Municipal de Olhão?

A oportunidade de poder fazer algo mais pelo o município e pelas suas gentes. Por exemplo, Olhão é repleto de desigualdades sociais e há que mudar isso. Outro dos motivos prende-se com a capacidade e experiência dos elementos do Bloco de Esquerda Olhão, pessoas oriundas de diversos sectores da sociedade e que, de algum modo, foram uma alavanca para esta tomada de decisão.

Quais as áreas de intervenção que consideras prioritárias no Concelho de Olhão?

As prioridades deverão ser o Ambiente e o Ordenamento do Território, mas também a criação de postos de trabalho e condições para a fixação de empresas no Concelho que não dependam somente da sazonalidade. Para melhorar a qualidade de vida da população devemos ainda dar atenção e destaque à educação, à saúde, à habitação acessível e ao património cultural olhanense que tem sido destruído.

Quais as primeiras medidas estruturantes a avançar caso venças as eleições?

É imperativo atacar a pobreza. É um ciclo muito difícil de sair e é quem segrega, exclui e cria guetos que acentua o fenómeno. Há quem ponha tudo "no mesmo saco" mas as dicotomias no conceito de pobreza dão conta de uma multiplicidade de significados que esta pode assumir (pobreza relativa/absoluta, pobreza objectiva/subjectiva, pobreza rural/urbana, pobreza tradicional/nova pobreza, pobreza temporária/duradoura), o que exige medidas adequadas e específicas. Neste município não se programam decisões políticas a médio/longo prazo. As decisões que se tomam só têm em vista ganhar as próximas eleições. Isso tem que mudar pois é preciso uma nova abordagem, romper com as convenções e trabalhar em prol de todos. Não podemos ser passivos em relação ao poder dos negócios e dos mercados pois qualquer  autarquia deve servir o interesse público e colmatar as desigualdades já mencionadas.

Qual a tua mensagem aos olhanenses?

Participem na política, sejam parte activa na tomada de decisões do nosso Concelho. O futuro interessa-nos, é o lugar onde vamos passar o resto das nossas vidas.