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COMÍCIO BE DE ARRANQUE DA PRÉ-CAMPANHA ELEITORAL EM LAGOA - INTERVENÇÕES

RAZÕES CLARAS, COMPROMISSOS FORTES!

Na sua intervenção, a Coordenadora Nacional Catarina Martins, comentou, a propósito da atualidade nacional, as fugas permanentes de capitais para offshores e os crimes que escondem (nomeadamente a fuga a impostos) com  grave prejuízo para o País - só no passado ano, em Portugal,  correspondeu a 1300 milhões de euros. Lembrou a cumplicidade dos grandes escritórios de advogados neste tipo de escândalos e as acções recorrentes do BE na luta contra a evasão fiscal e corrupção, quer a nível da acção corrente parlamentar e das comissões de inquérito, quer a nível das orientações programáticas e propostas previstas neste combate. Os imensos volumes de dinheiro desviado afetam o desenvolvimento do país pois são verbas que tanta falta fazem para recuperar e promover a melhoria dos serviços públicos de Saúde, Educação e outros tantos, sendo de louvar todas as diligências judiciais que permitam persegui-los e capturá-los. Referiu ainda a necessidade de criar horizontes de futuro para os jovens que, sendo dos mais qualificados, estão a sair de Portugal, sendo que todos devem poder aspirar no país a um trabalho digno e a uma qualidade de vida aceitável, nomeadamente o acesso à habitação, situação problemática que também é vivida pelos mais idosos com reformas indignas e tantas vezes abandonados ao isolamento. Terminou salientando a necessidade de criar um novo ciclo para Portugal, com melhor Saúde, melhor Educação, integrando a necessidade de apostar no investimento público, assim como de reforçar e valorizar as carreiras dos profissionais.

 

O cabeça de lista pelo distrito de Faro, José Gusmão, iniciou a sua intervenção pela divulgação de um retrato da região, indicando que o Algarve, em 2019, tinha a nível nacional o salário médio mensal mais baixo e a taxa de risco de pobreza mais alta, apesar de ser a segunda região do País com o maior PIB per/capita.  Ao  invés das outras regiões e com os sucessivos governos PS/PSD, o Algarve continua com uma quase total ausência de investimento estrutural e de estratégia nas políticas de desenvolvimento para a região, afunilando o futuro na aposta na monocultura turística e em formas abusivas de agricultura intensiva que retiram sustentabilidade à economia, à sociedade e ao ambiente. Sublinhou a importância de criar na região uma economia sustentável que dure todo o ano, eliminando a sazonalidade do turismo, cujo setor económico é maioritário na região. O Algarve produz muita riqueza mas os algarvios não beneficiam desse factor, com prejuízo agravado pelo alto custo de vida associado à  dificuldade em obter habitação digna. Outro aspecto apontado  foi o ambiente, podendo ser aproveitado todo o potencial na área das energias renováveis que o Algarve apresenta, mas sendo urgente combater de forma rápida e eficaz a escassez de água na região.  Também é urgente melhorar as condições de trabalho, os salários e as pensões pagas, revendo nomeadamente as leis laborais atuais, a par da criação de habitação acessível para os algarvios, conjugando-se este propósito com a melhoria da prestação dos cuidados de Saúde e dos transportes públicos e com a diversificação económica que deve incidir nas capacidades e recursos da região. 

Por sua vez, na sua intervenção, o mandatário da candidatura João Vasconcelos elencou os objetivos e prioridades do Bloco para o Algarve nas próximas legislativas, vincando a importância de voltar a eleger um ou mais deputados para continuar a afirmar e até reforçar uma alternativa de esquerda às inconsistências e derivas anti-populares do PS na região, e continuar a levar a voz e as reivindicações dos algarvios ao Parlamento. Refletindo sobre a sua experiência parlamentar e recordando as inúmeras propostas apresentadas, acusou mesmo o PS e a direita PSD/CDS de se assumirem na Assembleia da República como autênticas forças de bloqueio ao desenvolvimento do Algarve.

Resumindo, as prioridades apontadas pelo Bloco de Esquerda para o Algarve assentam na…

  • melhoria dos salários, pensões e das próprias condições laborais (leis laborais justas);
  • habitação acessível;
  • melhor saúde;
  • melhores transportes públicos e melhor mobilidade;
  • diversificação económica com base nas potencialidades da região e na sustentabilidade do meio ambiente;
  • resposta à emergência climática e ambiental.