Share |

X Encontro Regional Autárquico do Algarve - Ria Formosa

No dia 24 de novembro, o Bloco de Esquerda organiza o X Encontro Regional Autárquico do Algarve. A sessão tem lugar em Olhão, no Auditório da Praceta de Agadir/Auditório da Junta de Freguesia de Olhão, pelas 15 horas, e conta com a participação de Sílvia Padinha, Presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra, António Terramoto, ativista pela causa ambiental, Rui Santos, Professor e investigador da Universidade do Algarve, e João Vasconcelos, deputado na Assembleia da República e vereador na Câmara Municipal de Portimão.

Esta X edição do Encontro Regional Autárquico do Algarve é dedicada à Ria Formosa, na sua vertente ambiental, económica e social.

A Ria Formosa é delimitada por um sistema de ilhas-barreira (Deserta, Culatra, Armona, Tavira e Cabanas) e pelas penínsulas do Ancão e de Cacela. Está inserida no Parque Natural da Ria Formosa, que é uma das mais importantes zonas húmidas de Portugal, sendo indiscutível o seu valor ambiental. Hoje, as medidas de proteção devem ser simultaneamente capazes de preservar o património natural e os interesses das populações residentes.

O sistema lagunar do sotavento algarvio foi, em 1978, classificado como Reserva Natural, tendo posteriormente sido criado em 1987, o Parque Natural da Ria Formosa, com o objetivo de preservar, conservar e defender aquele importante património natural da região. Em 1999, o Decreto-Lei 384-B/99 conferiu à Ria Formosa o estatuto de Zona de Proteção Especial, fazendo assim parte da Rede Natura 2000. A Ria integra ainda a Lista de Sítios da Convenção Ramsar (zonas húmidas de importância internacional).

A Ria Formosa é fundamental para a economia da região, seja através dos seus recursos naturais, pesca, aquacultura e marisqueio, seja através da dinâmica de turismo que permite. A preservação da Ria Formosa é essencial para a natureza, para a garantia da qualidade de vida e para o rendimento das populações.

Este espaço singular com características físicas ímpares dispõe de condições excecionais a um  desenvolvimento económico sustentável em coabitação com as comunidades piscatórias instaladas no seu seio, sem esquecer toda a procurar balnear associada ao período de veraneio, pelo que urge desenvolver estratégias que articulem as múltiplas vertentes deste território sem esquecer a o ordenamento do território, a proteção do ecossistema, da biodiversidade, e o combate às alterações climáticas.