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4º Placard - Retratos de Olhão (Reabilitar o Património)

REABILITAR O PATRIMÓNIO E OS MODOS DE VIDA TRADICIONAIS SIGNIFICA MAIS EMPREGO, INCLUSÃO E MELHOR ECONOMIA LOCAL. JÁ BASTA DE PASSIVIDADE E DE ABANDONO!!!     s

SABIA QUE...

·       As políticas de reabilitação e de revitalização do património arquitectónico e histórico, quando associadas ao investimento público (ex. fundos comunitários) e ao planeamento urbanístico faseado e participado (ex. envolvendo as populações e as actividades tradicionais dos bairros históricos) são factores importantes de crescimento e desenvolvimento da economia local e de melhoria da qualidade de vida?

- devido às oportunidades de emprego directamente geradas (pequena construção civil local; actividades tradicionais utilizadas na recuperação dos edifícios – carpintaria, ferragens, marcenaria, olaria, vidreiras, azulejaria, artes decorativas, etc.);

- devido às oportunidades de emprego indirectamente geradas (animação turística, comércio e turismo de proximidade, reconversão de actividades artesanais locais, serviços locais de apoio, pequena hotelaria e restauração, ateliers artísticos, etc.);

- devido ao melhor ordenamento urbano, revitalizando os centros históricos e evitando a expulsão das populações para periferias cada vez mais congestionadas, problemáticas e impessoais;

- devido à inclusão dos mais idosos e à integração de novas gerações (manutenção e reforço das identidades e sociabilidades, apoio ao arrendamento acessível, possibilidade de complementar rendimentos, multiculturalismo)

·       Este tipo de intervenção prioritária tem sido pura e simplesmente ignorada e desprezada em mais de trinta anos de passividade da autarquia de Olhão?

- os bairros históricos delimitados degradam-se e despovoam-se a olhos vistos, assim como se deixam ruir edifícios de significado público (antigo cine-teatro, grémio, chalés, hotel ria-sol, sindicatos e fábricas da indústria conserveira, antigo edifício dos bombeiros, edifícios de arquitectura popular local ou de tendências estilísticas – arte nova, neo-árabe), florescendo os negócios da especulação dos solos e a rendição aos interesses lucrativos da construção civil e das imobiliárias;

- as camadas populares envelhecidas dos centros históricos e os comerciantes tradicionais das artérias principais (rua do comércio e adjacentes, avenidas principais) são a pouco e pouco abandonados e expulsos, o que se liga a más opções de estímulo ao desenvolvimento (prioridade atribuída às grandes superfícies e aos centros comerciais, aos grandes hotéis e aos grandes loteamentos) e à perversa abertura a iniciativas privadas segregadoras dos espaços (na linha das recentes políticas de arrendamento e de apoio a “sociedades urbanas” especulativas, os edifícios devolutos são vendidos, recuperados e porventura destinados a condomínios privados ou a alojamentos turísticos de luxo).