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CANDIDATURAS AUTÁRQUICAS BE DE OLHÃO: ABRIL LUTAS MIL (almoço-convívio)

CANDIDATURAS AUTÁRQUICAS BE OLHÃO: ABRIL LUTAS MIL (ALMOÇO-CONVÍVIO)

Com a presença dos candidatos às eleições autárquicas, da coordenadora do BE, Catarina Martins, e do deputado pelo Algarve na AR, João Vasconcelos, a manhã de domingo iniciou-se pelo contacto directo com as populações no mercado de Quelfes e em Pechão – conversas informais bastante participadas, entrevistas à comunicação social, distribuição do jornal do Bloco.

Após o almoço, no restaurante Bom D + em Olhão, cerca de uma centena de participantes teve a oportunidade de assistir à apresentação dos candidatos e candidatas às eleições autárquicas para o concelho de Olhão (Ivo Madeira – CM; Mónica Neto – AM; Gilda Gil – JF de Olhão; Sérgio Miguel – JF de Quelfes; Alcindo Norte – JF de Pechão e Inês Índias – JF da Fuseta/Moncarapacho), realizando-se várias intervenções políticas de enquadramento.

O mandatário das candidaturas, Idalécio Soares, destacou os valores de Abril espelhados na combatividade, experiência e perfil dos candidatos e no ideário de desenvolvimento integrado e de democracia participativa presente no projecto para Olhão. Catarina Martins e João Vasconcelos salientaram a importância da intervenção autárquica como conquista da democracia e como palco de participação da cidadania na defesa dos recursos locais, do seu desenvolvimento sustentável e dos interesses e direitos das pessoas (qualidade de vida, justiça social, combate às desigualdades e exclusões, acesso a políticas sociais de saúde, educação, segurança social e ao emprego), lembrando a persistência nas lutas e propostas, o combate à opacidade, negligência e promiscuidade de interesses a nível do poder local e o trabalho em equipa protagonizados no mandato autárquico do Bloco de Olhão.

O candidato independente Ivo Madeira, actual vereador pelo Bloco de Esquerda na CMO, apontou como áreas prioritárias de intervenção no concelho a habitação social e o combate aos aumentos brutais do tarifário da água não isentos de ilegalidade, numa realidade social carenciada economicamente, assim como o ordenamento e administração do território – defesa da qualidade ambiental da ria formosa; defesa de uma aposta num turismo sustentado na economia e na identidade locais (“Olhão precisa de um turismo diferente porque é uma cidade diferente”) que explore nichos de oportunidades e que não repita os impactos negativos da massificação tristemente presenciados noutros concelhos algarvios.

Mónica Neto, de novo cabeça de lista à Assembleia Municipal, apresentou um breve balanço da intervenção dos deputados municipais, salientando tanto as várias iniciativas, moções, propostas e rejeições apresentadas no sentido de um desenvolvimento sustentável para o concelho e da melhoria da qualidade de vida das populações (nomeadamente as respeitantes à política de habitação social, ao tarifário das águas, à justiça na tributação do IMI, ao papel e intervenção das empresas municipais, à municipalização de serviços sociais, à defesa da ria, da qualidade ambiental, das ocupações tradicionais de trabalho e de lazer das populações locais, à preservação de espaços de reserva agrícola ou ambiental, à defesa do património histórico e cultural e da sua revitalização, das acessibilidades e navegabilidades ou às moções apresentadas contra a utilização de glifosatos em espaços públicos ou contra a exploração de petróleo e gás de xisto no Algarve), assim como as iniciativas pela transparência e participação democrática na vida política do concelho (apresentação da necessidade de auditorias, de sindicâncias, fiscalização permanente de deliberações camarárias de duvidosa legitimidade, questionamentos e pedidos de esclarecimentos à presidência da Câmara em casos ou actos carenciados de documentação ou com suspeita de ilegalidade, alerta e denúncias de práticas caracterizadas pela negligência ou pela consequência lesiva dos interesses da comunidade).

Foi um encontro rico pelo convívio, participação, informação e debate de ideias em projetos que se querem de todos e em permanente construção. Também foi um espaço de partilha de memórias e de percursos num caminhar conjunto de resistência, de crítica construtiva e de propostas de mudança, num Abril sempre renovado, ao som de Emanuela Furtado, Orlando Almeida e Domingos Ramalho – as músicas de sempre; a liberdade, a justiça social e a democracia que sempre defendemos!