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5o Placard - Retratos de Olhão (Praticar a verdadeira Inclusão Social)

A VERDADEIRA INCLUSÃO SOCIAL EXIGE POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL E A PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO (capacitação, formação, responsabilização, autonomia nos projectos de vida). JÁ BASTA DE ASSISTENCIALISMO E DE ABANDONO!!!

SABIA QUE...

·       O fenómeno da exclusão social (processo de privação da integração social e do exercício de direitos essenciais que condiciona a qualidade de vida, remetendo a pessoa para a estigmatização e para a solidão) é uma realidade crescente em Olhão, relacionando-se com questões de política nacional e local...

- as estatísticas do concelho no plano regional apresentam números alarmantes de desemprego, de famílias a usufruir de rendimento social de inserção, sujeitas a cortes de água e luz ou que recorrem às instituições de solidariedade, como por exemplo o banco alimentar; assiste-se à reincidência do abandono escolar e da iliteracia/analfabetismo; a observação atenta do quotidiano mostra o flagelo da toxicodependência e alcoolismo, da prostituição, da pequena criminalidade, da pobreza explícita e camuflada – fome, má nutrição da população escolar, recurso aos lixos e à esmola, etc., da xenofobia crescente face aos imigrantes e minorias étnicas;

- a opção pelas políticas de austeridade tornam o quadro mais negro pois, para além do empobrecimento imediato das populações e da mutilação das hipóteses de crescimento económico, promovem a destruição do Estado Social (cortes na educação, saúde e segurança social) pondo em causa a própria democracia e o caminho para o desenvolvimento;

- as políticas sociais previstas tornam-se ineficazes pois fundam-se na burocratização excessiva de gabinete e no assistencialismo dos apoios monetários e materiais, não colocando as pessoas e as suas expectativas no centro e originando a permissividade e a “subsídio – dependência”;

- alia-se ao problema a falta de planeamento multidisciplinar (problemas de ordenamento do território, de aposta na economia local e no emprego, de democratização cultural) e de trabalho directo com as famílias e com as comunidades (apoio social pro-activo) que lhes retiram a possibilidade de capacitação e de protagonismo para a mudança.

·       O combate face à exclusão social só é eficaz se... 

- partirmos do princípio de que todos temos as nossas capacidades, as nossas expectativas legítimas, e que há que compreender os contextos familiares, sociais e culturais para envolver as populações numa participação colectiva para a mudança (papel importante dos movimentos associativos, da consciência cívica e das parcerias sociais integradas, activas e cooperantes);

- praticarmos a interdisciplinaridade e a proximidade técnica na prática de intervenção (há necessidade de valorizar o trabalho de equipa e de projecto fundado no conhecimento para a intervenção, no treino e promoção da participação activa das famílias, das comunidades e das suas lideranças, da prática da postura da empatia e da escuta activa, da responsabilização e troca – compromissos; afectos –, da capacitação para o desenvolvimento de projectos individuais de vida autónomos, da formação para a compreensão dos direitos, deveres e da responsabilidade cívica).